Archive | maio 2011

Séries canceladas e renovadas

Venho aqui com a lista das séries canceladas e renovadas. A quantidade das canceladas é bem grande, algo atípico.

Canceladas

  • 18 to Life
  • Better With You
  • Big Love
  • Breaking In
  • Brothers & Sisters
  • Caprica
  • Chaos
  • Chase
  • Criminal Minds: Suspect Behavior
  • Detroit 187
  • Friday Night Lights
  • Glory Daze
  • Greek
  • Hellcats
  • Human Target
  • In Treatment
  • Law & Order: LA
  • Lie to Me
  • Life Unexpected
  • Lights Out
  • Mad Love
  • Medium
  • Mr. Sunshine
  • My Generation
  • No Ordinary Family
  • Off the Map
  • Outsourced
  • Perfect Couples
  • Running Wilde
  • Secret Diary of a Call Girl
  • Shit My Dad Says
  • Stargate Universe
  • The Cape
  • The Chicago Code
  • The Defenders
  • The Event
  • The Whole Truth
  • Traffic Light
  • V

Renovadas

  • 30 Rock (6a temporada)
  • 90210 (4a temporada)
  • Army Wives (6a temporada)
  • Being Erica (4a temporada)
  • Being Human US (2a temporada)
  • Blue Bloods (2a temporada)
  • Blue Mountain State (3a temporada)
  • Boardwalk Empire (2a temporada)
  • Body of Proof (2a temporada)
  • Bored to Death (3a Temporada)
  • Bones (7a temporada)
  • Breaking Bad (4a temporada)
  • Burn Notice (5a temporada)
  • Californication (5a temporada)
  • Castle (4a temporada)
  • Chuck (5a temporada)
  • Community (3a temporada)
  • Cougar Town (3a temporada)
  • Covert Affairs (2a temporada)
  • Criminal Minds (7a temporada)
  • CSI: NY (8a temporada)
  • Desperate Housewives (8a temporada)
  • Dexter (6a temporada)
  • Drop Dead Diva (3a temporada)
  • Episodes (2a temporada)
  • Fairly Legal (2a temporada)
  • Fringe (4a temporada)
  • Game of Thrones (2a temporada)
  • Glee (3a temporada)
  • Gossip Girl (5a temporada)
  • Grey’s Anatomy (8a temporada)
  • Happy Endings (2a temporada)
  • Harry’s Law (2a temporada)
  • Haven (2a temporada)
  • Hawaii Five-0 (2a temporada)
  • Hot in Cleveland (3a temporada)
  • How I Met Your Mother (7ª e 8ª temporada)
  • House (8a temporada)
  • Hung (3a temporada)
  • Justified (3a temporada)
  • Leverage (4a temporada)
  • Lip Service (2a temporada)
  • Lost Girl (2a temporada)
  • Luther (2a temporada)
  • Mad Men (5a à 7a temporadas)
  • Memphis Beat (2a temporada)
  • Merlin (4a temporada)
  • Mike & Molly (2a temporada)
  • Misfits (3a temporada)
  • Modern Family (3a temporada)
  • Nikita (2a temporada)
  • One Tree Hill (9a temporada)
  • Parenthood (3a Temporada)
  • Parks & Recreation (4a temporada)
  • Pretty Little Liars (2a temporada)
  • Private Practice (5a temporada)
  • Raising Hope (2a temporada)
  • Rizzoli & Isles (2a temporada)
  • Rookie Blue (2a temporada)
  • Royal Pains (3a temporada)
  • Shameless US (2a temporada)
  • Sherlock (2a temporada)
  • Silk (2a temporada)
  • Skins (6a temporada)
  • Spartacus (2a temporada)
  • Sons of Anarchy (4a temporada)
  • Southland (4a temporada)
  • Supernatural (7a temporada)
  • Survivor (23a temporada)
  • The Big C (2a temporada)
  • The Closer (7a temporada)
  • The Real L World (2a temporada)
  • The Vampire Diaries (3a temporada)
  • The Walking Dead (2a temporada)
  • Treme (3a temporada)
  • True Blood (4a temporada)
  • Two and a Half Men (9a temporada)
  • Warehouse 13 (3a temporada)
  • Weeds (7a temporada)
  • White Collar (3a temporada)
  • Young Justice (2a temporada)

The Chicago Code infelizmente foi cancelada. Não era algo que eu consideraria incrível, mas tinha muito potencial.

Mr. Sunshine era chato, e eu posso dizer isso mesmo tendo assistido somente ao primeiro episódio. É triste ver um ator como o Matthew Perry (o Chandler em Friends) falhando desse jeito.

Finalizando, consigo recuperar meu ânimo ao lembrar das novas temporadas de How I Met Your Mother, Breaking Bad e Dexter (as duas últimas já foram faladas por aqui).

[Resenha] House M.D.

House

House M.D., popularmente conhecida apenas como House, é uma série de televisão criada por David Shore e produzida por Bryan Singer. A série tem como foco a vida do nefrologista e infectologista Gregory House, que lidera uma equipe de diagnosticistas no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital. House é viciado em Vicodin, um analgésico controlado. O médico é também manco, consequência de um infarto em sua perna, e utiliza o Vicodin para aliviar sua dor.

House conseguiu se tornar uma das minhas séries favoritas. O humor sarcástico e cínico do personagem, além de seu aparente desinteresse no bem estar dos pacientes, são características que destoam da nossa visão cotidiana de um médico. Tudo isso, somado aos desafiantes casos enfrentados por House e sua equipe, dão um ar único à esta série.

Outro fato curioso à respeito do personagem, é sua origem: Gregory House foi baseado no detetive criado pelo escritor inglês Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes. As semelhanças mais óbvias são os nomes dos personagens e sua grande capacidade dedutiva.

House e Foreman

House e o neurologista Eric Foreman

Agora, as notas:

História: 9.0/10; Cada episódio trata de um caso estranho e desafiador, onde House e sua equipe tentam decifrar os sintomas dos pacientes e chegar a uma conclusão sobre o que está acontecendo com ele (a). Mesmo para que não tem conhecimento algum de medicina, o enredo é extremamente divertido de se acompanhar. Além disso, os conflitos pessoais dos personagens e o humor (na maioria das vezes ácido e sarcástico) contribuem muito para o desenrolar da narrativa.

Atuação: 9.7/10; Os atores são realmente muito bons. Os que mais chamam a atenção pelo modo como dão vida ao personagem são Hugh Laurie, que interpreta Gregory House, Robert Sean Leonard, no papel do único amigo de House, Dr. Wilson e Jennifer Morrison, que dá vida à Dra. Cameron. Um dos aspectos a se destacar é que Hugh Laurie interpretou tão bem o depressivo Dr. House que chegou ao ponto de sentir fortes dores na perna por ter de reproduzir os passos mancos do personagem, além de ter experimentado Vicodin para ter uma ideia de como é seu efeito.

Direção Artística: 9.5/10; A caracterização do hospital onde se desenrolam a maioria das cenas é muito bem feita. Os equipamentos, as cirurgias, o processo de tratamento e os incidentes apresentados são realmente muito realistas e servem para fazer o espectador se sentir tenso e atento.

Trilha Sonora: 9.0/10; Outro ponto interessante da série. As faixas musicais tocadas nos episódios merecem destaque, completadas pela excelente música de abertura.

NOTA FINAL: 9.3/10 — Excelente

House M.D. é, indiscutivelmente, um grande adendo à televisão internacional. Uma das melhores séries que eu já vi, pois, além de nos entreter e nos divertir, ainda nos traz conhecimento e nos faz refletir acerca de muitos aspectos de nossa vida.

[Resenha] The Walking Dead 1ª Temporada

The Walking Dead

Produzida por Frank Darabont (conhecido por dirigir The Shawshank Redemption, The Green Mile e The Mist, filmes baseados nas famosas obras do escritor Stephen King), The Walking Dead estreiou em Outubro de 2010, baseada na graphic novel de  mesmo nome escrita por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard.

A série já começou com um sucesso estrondoso: talvez sejam os atores, o clima de insegurança e terror, o sangue e as entranhas voando à esmo pela tela ou o simples fato de que todos adoram zumbis. De qualquer modo, esta série é bastante boa e seu sucesso faz todo o sentido.

The Walking Dead narra os eventos que se seguem a um apocalipse zumbi, sob a perspectiva do xerife Rick Grimmes. Ao atender uma chamada policial, Rick é baleado e entra em coma. Ao acordar, encontra o hospital em caos, repleto de mortos vivos. Sem entender a situação, o xerife procura desesperadamente sua família, ao mesmo tempo em que tenta se manter vivo e lúcido em meio a um mundo devastado.

Rick Grimmes

Rick Grimmes

E agora, as notas:

História: 8.2/10; A história não é o ponto alto da série, pecando em algumas partes, mas, no geral, faz sentido. O que tira pontos nesse quesito é o clichê de sempre: zumbis. Embora The Walking Dead dê uma repaginada no conceito, você ainda fica com aquela sensação de ”Eu já vi isso antes”. Outra coisa importante de se destacar são as contradições no enredo: em certo ponto da trama, Rick avisa à alguns sobreviventes sobre a importância de não deixar o sangue dos zumbis tocar seus olhos, pele ou boca. Entretanto, em vários momentos, em diferentes episódios, pode-se observar os personagens praticamente se banhando em sangue dos mortos-vivos, sem nem esboçar preocupação.

Atuação: 9.0/10; O elenco desta série é muito bom. Destacam-se Andrew Lincoln no papel do personagem principal Rick Grimmes, a excelente atriz Sarah Callies que dá vida à esposa de Rick, Lori, e os carismáticos Jeffrey DeMunn e Steven Yeun, que interpretam, respectivamente, Dale Horvath e Glenn.

Direção Artística: 9.5/10; Ótima. O efeito das vísceras, dos golpes e dos tiros é muito bem produzido. O próprio visual dos mortos-vivos é extremamente bem feito, podendo inclusive não ser apropriado para determinadas audiênciais.

Trilha Sonora: 8.5/10; Não é uma obra prima, mas completa e enfatiza o clima sombrio e assustador da série.

Outro ponto interessante da série são as relações humanas e sociais em uma situação de catástrofe como essa, em que os efeitos parecem ser quase definitivos. Isto será abordado em outro post, pois é um ponto amplo e interessante, sendo melhor não o resumir.

NOTA FINAL: 8.8/10 — Bom

Aí está uma série interessante, que parece ter ainda muito conteúdo a apresentar. A AMC já renovou The Walking Dead para uma segunda temporada, que será composta de 13 episódios, mais que o dobro da primeira temporada. Acho que isso, por si só, já é prova de seu sucesso em relação ao público.

[Resenha] Boardwalk Empire 1ª Temporada

Boardwalk Empire

Boardwalk Empire é, se não a melhor, uma das melhores séries que já vi. Se passando na cidade de Atlantic City, na costa dos Estados Unidos, a série se desenrola durante o período da Lei Seca, durante os anos 1920-1930. A trama se foca na vida e ascenção de Enoch ”Nucky” Thompson, tesoureiro da cidade. Nucky, que é baseado no político Enoch L. Johnson, se aproveita da proibição das bebidas para contrabandear álcool para dentro dos Estados Unidos. Assim começa a empreitada de Nucky para se dar bem em meio à máfia e, ao mesmo tempo, manter a pose de político popular.

A série foi criada por Terence Winter, um dos escritores de The Sopranos (Família Soprano, no Brasil), outro seriado de muito sucesso. Como seria de se esperar, Boardwalk Empire é uma excelente série, do tipo que te faz pensar e ansiar pelo próximo episódio. A qualidade da série é ainda mais notável nos dias de hoje, em que a violência parece ser prioridade em muitas produções. A saga de Nucky Thompson impressiona por mesclar ação e violência dosada com um humor inteligente e temas reflexivos.

Agora, vamos ver porque Boardwalk Empire é minha série favorita, de modo imparcial:

História: 9.6/10; Combinando uma narrativa cativante com um ambiente favorável ao esperado da série, Boardwalk Empire provou que litros e litros de sangue não são necessários para se ganhar a atenção do público. A série faz também referências históricas, como o caso do mafioso Al Capone, que aparece frequentemente nos episódios.

Atuação: 9.7/10; O elenco é composto por atores incríveis, destacando-se Jack Huston pela interpretação de Richard Harrow, ex-combatente ferido na guerra, Michael Stuhlbarg no papel do antagonista mafioso Arnold Rothstein e, é claro, Steve Buscemi, interpretando Enoch Thompson.

Richard Harrow

Richard Harrow, desfigurado durante a guerra.

Direção Artística: 10/10; OK, chegamos ao ponto máximo da série. O figurino, as armas e a caracterização da época são excelentes. As cenas de ação também são muito bem feitas, com destaque para o sangue. Mas o auge de Boardwalk Empire está nos efeitos especiais. Todo o calçadão, ambiente onde se desenrolam muitas cenas da série, é totalmente feito em CG. Não entendeu? O céu, os carros, o mar, as lojas, vitrines, TUDO, é feito através de computação gráfica. É simplesmente incrível o trabalho empregado pelos designers e produtores, resultando em algo indiferenciável do real. Demorei a acreditar que eu não estava de fato observando o céu ou as ondas características do lugar. Dê uma olhada no vídeo abaixo, criado por aqueles que desenvolveram os efeitos especiais da série (Brainstorm Digital):

Trilha Sonora: 9.5/10; Excelente trilha sonora, com faixas musicais que resgatam o clima dos anos 20/30, fazendo com que o espectador fique imerso na época.

NOTA FINAL: 9.7/10 — Excelente

Não resta muito a se dizer. A primeira temporada de Boardwalk Empire foi simplesmente fantástica, e aguardo com ansiedade a próxima temporada, esperada para setembro deste ano.

[Resenha] Dexter

Dois anos atrás, um amigo me conta sobre uma série sobre um homem que trabalha na polícia e, ao mesmo tempo, age como um assassino em série. Na hora eu achei a ideia interessantíssima.

E assim eu conheci a série que hoje é a minha favorita.

Dexter Morgan e seu bom humor contagiante.

Com cinco temporadas, Dexter adquiriu uma legião de fãs no mundo todo. Sua transmissão teve início em 2006, pelo canal pago Showtime. É baseada numa coleção de livros escrita por Jeff Lindsay, sendo que da segunda temporada em diante a série toma um rumo diferente. O papel do protagonista é feito por Michael C. Hall, já conhecido por ter feito parte do elenco de Six Feet Under.

O protagonista é Dexter, que trabalha na polícia de Miami como analista forense. É conhecido pelos seus colegas como uma pessoa responsável e perfeccionista, e essas são características que ele conduz até (principalmente) quando age como assassino. Enquanto trabalha na polícia, de dia, à noite ele sai à procura dos criminosos para eliminá-los.

A série se foca tanto no Dexter como assassino quanto no “humano”. Vemos, ao longo dos episódios, uma mudança em seu interior. Seus monólogos são constantes, onde ele se pergunta sobre ele mesmo, emoções, amigos, etc. A relação com a namorada, Rita, também tem grandes mudanças.

Notas

  • História: 8.0/10; Consegue prender o espectador, nos envolvendo com as duas faces de Dexter. Desenvolve suas emoções (!) ao longo das temporadas e das novas experiências do protagonista. A 5ª temporada infelizmente foi marcada por uma série de falhas, refletindo na nota. Ah, vale mencionar os momentos cômicos, geralmente vinda de alguma piada de humor negro.
  • Atuação: 9.5/10; Todo o elenco é cativante. Me deixam realmente interessado na vida de cada um, fazendo eu odiar ou amar o personagem interpretado. Virei fã do Michael C. Hall.
  • Direção artística: 9.0/10; Cenas como as dos assassinatos, cadáveres e cenas de crime são muito realistas. Há uma grande mescla de etnias; é possível notar músicas, figurinos e demais objetivos de outras culturas (há um episódio na quinta temporada, por exemplo, que podemos ouvir um funk brasileiro no fundo).
  • Trilha sonora: 9.0/10; É composta por músicas lentas, calmas e que combinam com o clima da série. Elevam ainda mais o suspense. Esporadicamente são usadas músicas latinas, dando um toque único nessa categoria.

NOTA FINAL: 8.8/10 — Bom

Dexter tem seus altos e baixos. Definitivamente não é algo que eu consideraria excelente, mas me apeguei demais à série, se tornando a minha favorita. Devido a uma troca de roteiristas, a 5ª temporada decepcionou a muitos fãs, inclusive a mim. Mas estou esperando com esperanças de que a próxima temporada, que será exibida em setembro deste ano, retorne com a série que eu conhecia.

Introdução ao Blog

O blog Pastel de Séries será voltado, como o próprio nome diz, para as séries de televisão. Os autores do blog são Murillo e Matheus. O blog surgiu devido a uma iniciativa e proposta feita por nossa professora de produção de texto. Escreveremos, ao longo do ano, sobre os seguintes itens:

  • Resenhas de séries;
  • Apresentação de séries menos conhecidas;
  • História das séries de TV;
  • Detalhes de produção;
  • Análises sócio-cultural dos aspectos apresentados nas séries,
  • Comentários acerca de lançamentos recentes.

Assim, esperamos informar os leitores e que os mesmos participem dando suas opiniões pelos comentários. Pedimos cautela ao comentar, devido ao objetivo acadêmico deste blog.