Archive | junho 2011

Boardwalk Empire: Tease da 2ª temporada

Apesar de ter gostado muito de Boardwalk Empire, terminei a primeira temporada e esqueci completamente da série. Mas aí a HBO lançou o Tease da segunda temporada, e…

Pois é, acho que qualquer um que assiste isso ficou entusiasmado novamente, não?

A segunda temporada volta em setembro.

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[Resenha] The Killing 1ª Temporada

Quando soube que o canal AMC estaria exibindo uma nova série, não pensei duas vezes antes de começar a assisti-la. Afinal, o canal é conhecido por seus programas de alta qualidade.

Infelizmente The Killing é uma exceção.

"Quem matou Rosie Larsen?" — Série gira em torno de assassinato da adolescente.

The Killing é a versão americana da série dinamarquesa Forbrydelsenem, e tem como foco principal a investigação do assassinato da jovem Rosie Larsen. Seguimos os passos dos detetives Sarah Linden e Stephen Holder em busca da solução do crime. Em segundo plano também acompanhamos a vida da família de Rosie após sua morte, os suspeitos e até a vida de um político da cidade.

 A primeira temporada contém 13 episódios, sendo que cada episódio conta como um dia na história. E isso é um jeito interessante de narração, mas imagino que para quem acompanhou semanalmente (que é o meu caso) não sentiu o efeito esperado pelos roteiristas.

A série começou bem, mas teve um desenvolvimento ruim. Somos apresentados a vários suspeitos que logo depois são descartados e não têm mais aparições. Diversas vezes o recurso conhecido como Cliffhanger é usado nos fins dos episódios, mas não tem importante no episódio seguinte. Isso mostra tamanha falha na criação do roteiro — parecendo até que os criadores não tinham mais ideias.

Notas:

  •  História: 5,5/10; Está cada vez mais comum séries policiais hoje em dia. Então é necessário inovar, e The Killing veio com essa intenção. Tinha tudo para dar certo, mas pelos fatores que citei se tornou algo pior do que as histórias que estamos acostumados. Eu realmente fiquei entusiasmado com o primeiro episódio e ainda tentei gostar do programa, mas não consegui.
  • Atuação: 8,6/10; O elenco é muito bom, ponto positivo para a série. A família de Rosie consegue transmitir toda a tristeza, melancolia e raiva, tanto que uma das melhores cenas que vi foi com a mãe. A única exceção é da detetive Linden, que demonstra muito pouco sentimento, parecendo até um robô.
  • Direção artística: 8,8/10; Há poucos momentos que mostram as cenas do crime, mas é feito um bom trabalho quando aparecem. Nas cenas comuns, de investigação, o clima é bastante sombrio e combina completamente com a premissa da série.
  • Trilha sonora: 9,0/10; Foi feita pelo compositor Frans Bak e é a mesma da original dinamarquesa. É bem trabalhada e exalta o clima de suspense (que deveria existir, mas os culpados aqui são os roteiristas).

NOTA FINAL: 7,9/10 — Mediano

The Killing tentou inovar. Muitos defendem a série, mas para mim não passa de algo medíocre. Vale ressaltar que no final da temporada ainda não é descoberto o verdadeiro assassino da jovem, contradizendo a palavra dos diretores. E isso foi uma opção muito arriscada para o canal porque muitos espectadores não voltarão daqui a um ano para a segunda temporada (eu incluso).

Mais sorte da próxima vez, AMC.

3% – A série brasileira de ficção científica

Um assunto frequente que eu e meus amigos discutimos são séries. Em uma dessas conversas, lembramos que o Brasil não é um país que costuma produzir séries televisivas — Claro, a Globo eventualmente exibe comédias, mas não há nenhum programa com um tema mais interessante.

3% é uma criação de Pedro Aguilera. É uma ficção científica cuja história gira em torno de diversas pessoas que precisam competir entre si para passar para o “lado de lá”, um lugar bom, rico e com uma oportunidade melhorar a vida. Essas pessoas vivem no “lado de cá”, que contém características opostas. Apenas 3% dessas pessoas que tentam, porém, podem passar para o outro lado.

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[Resenha] The Mentalist

The Mentalist

Não sei o que vocês andam pensando, mas, para mim, o mercado das séries de televisão anda saturado nos últimos anos. Temas médicos e policiais andam tão em alta nos grandes canais que uma mudança de cenário iria fazer muito bem ao público. É claro que às vezes alguém tem uma ideia genial e nos surpreende com uma série incrível, como aconteceu com Breaking Bad e Boardwalk Empire, mas, no geral a regra para se produzir uma nova série hoje em dia parece ser clara: reciclar ideias.

E foi o que me pareceu The Mentalist, quando procurei saber um pouco mais sobre a série antes de assisti-la: uma grande reciclagem de ideias, uma mistura de House e Law&Order ( que, aliás, merece uma resenha aqui no Pastel de Séries). Por isso, confesso que não estava muito empolgado quando finalmente fui assistir o primeiro episódio. E depois descobri que, caso tivesse me empolgado com a série, estaria, agora, bem decepcionado.

The Mentalist é uma série com temática policial, criada e produzida por Bruno Heller. Estreiou em setembro de 2008 no canal CBS e narra a história de Patrick Jane, consultor da Agência de Investigação da Califórnia. Patrick possui grandes habilidades dedutivas, as quais utilizava para ganhar a vida em seu emprego anterior, como um falso vidente. Porém, após uma reviravolta chocante em sua vida, Patrick revela ser uma farsa e oferece seus serviços de investigação à AIC, onde acha os culpados por crimes praticamente insolúveis. Soa familiar? Pois é.

Patrick Jane

Patrick Jane, o protagonista de The Mentalist

Agora, hora das notas:

História: 7.7/10; A ideia de um ex-vidente como protagonista da série é interessante, mas é a única coisa de nova que The Mentalist tem a oferecer. Fora isso, tudo é igual ao que já estamos cansados de ver. A antiga profissão de Patrick poderia ter sido mais explorada no que diz respeito às peculiaridades e à própria visão do consultor à respeito de suas ações.

Atuação: 5.8/10; Péssima. O ator cuja atuação é ”menos pior” é Simon Baker, que interpreta o protagonista Patrick Jane, e mesmo assim não é um trabalho muito acima da média. Me pareceu que os roteiristas quiseram que o consultor fosse uma espécie de Gregory House da polícia, atribuindo-lhe uma grande capacidade de observação e um humor sarcástico e aparente indiferença com tudo e todos ao seu redor. Infelizmente, essa tentativa não deu muito certo: além de deixar o ex-vidente com um ar de cópia barata do famoso médico, os roteiristas o colocam em situações em que se é impossível manter a impassividade, tornando a cena completamente irreal. Os colegas de trabalho de Patrick parecem que só estão lá para servirem como um apoio arrumado às pressas, e a maioria não tem um pingo de carisma. Existem personagens importantes na trama e no desenvolvimento da história de Patrick cujos nomes eu nem me lembro! E isso não é resultado de uma noite mal dormida ou de uma perda súbita de memória e sim da falta de esforço dos atores em tentarem marcar o personagem no espectador. É triste ver Robin Tunney, que se saiu inacreditavelmente bem em Prison Break, mostrando uma performance tão pobre.

Direção Artística: 8.8/10; O único ponto bom da série. Os cadáveres e lesões são muito bem feitos, bem como as instigantes cenas onde ocorrem os crimes.

Trilha Sonora: 5.2/10; Faixas musicais pobres e sem apelo algum. As músicas de The Mentalist não parecem ser algo único da série, e sim faixas genéricas e sem uma personalidade própria.

NOTA FINAL: 6.8/10 — Ruim

Não me decepcionei com The Mentalist apenas porque já esperava algo genérico desse jeito. Não quero dizer que não vale a pena assistir pelo menos um ou dois episódios, visto que cada um tem seu próprio gosto. Contudo, The Mentalist não me convenceu e só parece confirmar o que já venho pensando há algum tempo e que disse no início deste post: é preciso criar mais e reciclar menos.

Contagem regressiva: 4ª temporada de Breaking Bad

Não escondo de ninguém que sou um imenso fã de Breaking Bad. Portanto, sou mais um que não vê a hora do dia 17 de julho chegar — que é a data de estreia da quarta temporada da série.

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