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[Resenha] The Mentalist

The Mentalist

Não sei o que vocês andam pensando, mas, para mim, o mercado das séries de televisão anda saturado nos últimos anos. Temas médicos e policiais andam tão em alta nos grandes canais que uma mudança de cenário iria fazer muito bem ao público. É claro que às vezes alguém tem uma ideia genial e nos surpreende com uma série incrível, como aconteceu com Breaking Bad e Boardwalk Empire, mas, no geral a regra para se produzir uma nova série hoje em dia parece ser clara: reciclar ideias.

E foi o que me pareceu The Mentalist, quando procurei saber um pouco mais sobre a série antes de assisti-la: uma grande reciclagem de ideias, uma mistura de House e Law&Order ( que, aliás, merece uma resenha aqui no Pastel de Séries). Por isso, confesso que não estava muito empolgado quando finalmente fui assistir o primeiro episódio. E depois descobri que, caso tivesse me empolgado com a série, estaria, agora, bem decepcionado.

The Mentalist é uma série com temática policial, criada e produzida por Bruno Heller. Estreiou em setembro de 2008 no canal CBS e narra a história de Patrick Jane, consultor da Agência de Investigação da Califórnia. Patrick possui grandes habilidades dedutivas, as quais utilizava para ganhar a vida em seu emprego anterior, como um falso vidente. Porém, após uma reviravolta chocante em sua vida, Patrick revela ser uma farsa e oferece seus serviços de investigação à AIC, onde acha os culpados por crimes praticamente insolúveis. Soa familiar? Pois é.

Patrick Jane

Patrick Jane, o protagonista de The Mentalist

Agora, hora das notas:

História: 7.7/10; A ideia de um ex-vidente como protagonista da série é interessante, mas é a única coisa de nova que The Mentalist tem a oferecer. Fora isso, tudo é igual ao que já estamos cansados de ver. A antiga profissão de Patrick poderia ter sido mais explorada no que diz respeito às peculiaridades e à própria visão do consultor à respeito de suas ações.

Atuação: 5.8/10; Péssima. O ator cuja atuação é ”menos pior” é Simon Baker, que interpreta o protagonista Patrick Jane, e mesmo assim não é um trabalho muito acima da média. Me pareceu que os roteiristas quiseram que o consultor fosse uma espécie de Gregory House da polícia, atribuindo-lhe uma grande capacidade de observação e um humor sarcástico e aparente indiferença com tudo e todos ao seu redor. Infelizmente, essa tentativa não deu muito certo: além de deixar o ex-vidente com um ar de cópia barata do famoso médico, os roteiristas o colocam em situações em que se é impossível manter a impassividade, tornando a cena completamente irreal. Os colegas de trabalho de Patrick parecem que só estão lá para servirem como um apoio arrumado às pressas, e a maioria não tem um pingo de carisma. Existem personagens importantes na trama e no desenvolvimento da história de Patrick cujos nomes eu nem me lembro! E isso não é resultado de uma noite mal dormida ou de uma perda súbita de memória e sim da falta de esforço dos atores em tentarem marcar o personagem no espectador. É triste ver Robin Tunney, que se saiu inacreditavelmente bem em Prison Break, mostrando uma performance tão pobre.

Direção Artística: 8.8/10; O único ponto bom da série. Os cadáveres e lesões são muito bem feitos, bem como as instigantes cenas onde ocorrem os crimes.

Trilha Sonora: 5.2/10; Faixas musicais pobres e sem apelo algum. As músicas de The Mentalist não parecem ser algo único da série, e sim faixas genéricas e sem uma personalidade própria.

NOTA FINAL: 6.8/10 — Ruim

Não me decepcionei com The Mentalist apenas porque já esperava algo genérico desse jeito. Não quero dizer que não vale a pena assistir pelo menos um ou dois episódios, visto que cada um tem seu próprio gosto. Contudo, The Mentalist não me convenceu e só parece confirmar o que já venho pensando há algum tempo e que disse no início deste post: é preciso criar mais e reciclar menos.