[Resenha] The Killing 1ª Temporada

Quando soube que o canal AMC estaria exibindo uma nova série, não pensei duas vezes antes de começar a assisti-la. Afinal, o canal é conhecido por seus programas de alta qualidade.

Infelizmente The Killing é uma exceção.

"Quem matou Rosie Larsen?" — Série gira em torno de assassinato da adolescente.

The Killing é a versão americana da série dinamarquesa Forbrydelsenem, e tem como foco principal a investigação do assassinato da jovem Rosie Larsen. Seguimos os passos dos detetives Sarah Linden e Stephen Holder em busca da solução do crime. Em segundo plano também acompanhamos a vida da família de Rosie após sua morte, os suspeitos e até a vida de um político da cidade.

 A primeira temporada contém 13 episódios, sendo que cada episódio conta como um dia na história. E isso é um jeito interessante de narração, mas imagino que para quem acompanhou semanalmente (que é o meu caso) não sentiu o efeito esperado pelos roteiristas.

A série começou bem, mas teve um desenvolvimento ruim. Somos apresentados a vários suspeitos que logo depois são descartados e não têm mais aparições. Diversas vezes o recurso conhecido como Cliffhanger é usado nos fins dos episódios, mas não tem importante no episódio seguinte. Isso mostra tamanha falha na criação do roteiro — parecendo até que os criadores não tinham mais ideias.

Notas:

  •  História: 5,5/10; Está cada vez mais comum séries policiais hoje em dia. Então é necessário inovar, e The Killing veio com essa intenção. Tinha tudo para dar certo, mas pelos fatores que citei se tornou algo pior do que as histórias que estamos acostumados. Eu realmente fiquei entusiasmado com o primeiro episódio e ainda tentei gostar do programa, mas não consegui.
  • Atuação: 8,6/10; O elenco é muito bom, ponto positivo para a série. A família de Rosie consegue transmitir toda a tristeza, melancolia e raiva, tanto que uma das melhores cenas que vi foi com a mãe. A única exceção é da detetive Linden, que demonstra muito pouco sentimento, parecendo até um robô.
  • Direção artística: 8,8/10; Há poucos momentos que mostram as cenas do crime, mas é feito um bom trabalho quando aparecem. Nas cenas comuns, de investigação, o clima é bastante sombrio e combina completamente com a premissa da série.
  • Trilha sonora: 9,0/10; Foi feita pelo compositor Frans Bak e é a mesma da original dinamarquesa. É bem trabalhada e exalta o clima de suspense (que deveria existir, mas os culpados aqui são os roteiristas).

NOTA FINAL: 7,9/10 — Mediano

The Killing tentou inovar. Muitos defendem a série, mas para mim não passa de algo medíocre. Vale ressaltar que no final da temporada ainda não é descoberto o verdadeiro assassino da jovem, contradizendo a palavra dos diretores. E isso foi uma opção muito arriscada para o canal porque muitos espectadores não voltarão daqui a um ano para a segunda temporada (eu incluso).

Mais sorte da próxima vez, AMC.

3% – A série brasileira de ficção científica

Um assunto frequente que eu e meus amigos discutimos são séries. Em uma dessas conversas, lembramos que o Brasil não é um país que costuma produzir séries televisivas — Claro, a Globo eventualmente exibe comédias, mas não há nenhum programa com um tema mais interessante.

3% é uma criação de Pedro Aguilera. É uma ficção científica cuja história gira em torno de diversas pessoas que precisam competir entre si para passar para o “lado de lá”, um lugar bom, rico e com uma oportunidade melhorar a vida. Essas pessoas vivem no “lado de cá”, que contém características opostas. Apenas 3% dessas pessoas que tentam, porém, podem passar para o outro lado.

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[Resenha] The Mentalist

The Mentalist

Não sei o que vocês andam pensando, mas, para mim, o mercado das séries de televisão anda saturado nos últimos anos. Temas médicos e policiais andam tão em alta nos grandes canais que uma mudança de cenário iria fazer muito bem ao público. É claro que às vezes alguém tem uma ideia genial e nos surpreende com uma série incrível, como aconteceu com Breaking Bad e Boardwalk Empire, mas, no geral a regra para se produzir uma nova série hoje em dia parece ser clara: reciclar ideias.

E foi o que me pareceu The Mentalist, quando procurei saber um pouco mais sobre a série antes de assisti-la: uma grande reciclagem de ideias, uma mistura de House e Law&Order ( que, aliás, merece uma resenha aqui no Pastel de Séries). Por isso, confesso que não estava muito empolgado quando finalmente fui assistir o primeiro episódio. E depois descobri que, caso tivesse me empolgado com a série, estaria, agora, bem decepcionado.

The Mentalist é uma série com temática policial, criada e produzida por Bruno Heller. Estreiou em setembro de 2008 no canal CBS e narra a história de Patrick Jane, consultor da Agência de Investigação da Califórnia. Patrick possui grandes habilidades dedutivas, as quais utilizava para ganhar a vida em seu emprego anterior, como um falso vidente. Porém, após uma reviravolta chocante em sua vida, Patrick revela ser uma farsa e oferece seus serviços de investigação à AIC, onde acha os culpados por crimes praticamente insolúveis. Soa familiar? Pois é.

Patrick Jane

Patrick Jane, o protagonista de The Mentalist

Agora, hora das notas:

História: 7.7/10; A ideia de um ex-vidente como protagonista da série é interessante, mas é a única coisa de nova que The Mentalist tem a oferecer. Fora isso, tudo é igual ao que já estamos cansados de ver. A antiga profissão de Patrick poderia ter sido mais explorada no que diz respeito às peculiaridades e à própria visão do consultor à respeito de suas ações.

Atuação: 5.8/10; Péssima. O ator cuja atuação é ”menos pior” é Simon Baker, que interpreta o protagonista Patrick Jane, e mesmo assim não é um trabalho muito acima da média. Me pareceu que os roteiristas quiseram que o consultor fosse uma espécie de Gregory House da polícia, atribuindo-lhe uma grande capacidade de observação e um humor sarcástico e aparente indiferença com tudo e todos ao seu redor. Infelizmente, essa tentativa não deu muito certo: além de deixar o ex-vidente com um ar de cópia barata do famoso médico, os roteiristas o colocam em situações em que se é impossível manter a impassividade, tornando a cena completamente irreal. Os colegas de trabalho de Patrick parecem que só estão lá para servirem como um apoio arrumado às pressas, e a maioria não tem um pingo de carisma. Existem personagens importantes na trama e no desenvolvimento da história de Patrick cujos nomes eu nem me lembro! E isso não é resultado de uma noite mal dormida ou de uma perda súbita de memória e sim da falta de esforço dos atores em tentarem marcar o personagem no espectador. É triste ver Robin Tunney, que se saiu inacreditavelmente bem em Prison Break, mostrando uma performance tão pobre.

Direção Artística: 8.8/10; O único ponto bom da série. Os cadáveres e lesões são muito bem feitos, bem como as instigantes cenas onde ocorrem os crimes.

Trilha Sonora: 5.2/10; Faixas musicais pobres e sem apelo algum. As músicas de The Mentalist não parecem ser algo único da série, e sim faixas genéricas e sem uma personalidade própria.

NOTA FINAL: 6.8/10 — Ruim

Não me decepcionei com The Mentalist apenas porque já esperava algo genérico desse jeito. Não quero dizer que não vale a pena assistir pelo menos um ou dois episódios, visto que cada um tem seu próprio gosto. Contudo, The Mentalist não me convenceu e só parece confirmar o que já venho pensando há algum tempo e que disse no início deste post: é preciso criar mais e reciclar menos.

Contagem regressiva: 4ª temporada de Breaking Bad

Não escondo de ninguém que sou um imenso fã de Breaking Bad. Portanto, sou mais um que não vê a hora do dia 17 de julho chegar — que é a data de estreia da quarta temporada da série.

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Séries canceladas e renovadas

Venho aqui com a lista das séries canceladas e renovadas. A quantidade das canceladas é bem grande, algo atípico.

Canceladas

  • 18 to Life
  • Better With You
  • Big Love
  • Breaking In
  • Brothers & Sisters
  • Caprica
  • Chaos
  • Chase
  • Criminal Minds: Suspect Behavior
  • Detroit 187
  • Friday Night Lights
  • Glory Daze
  • Greek
  • Hellcats
  • Human Target
  • In Treatment
  • Law & Order: LA
  • Lie to Me
  • Life Unexpected
  • Lights Out
  • Mad Love
  • Medium
  • Mr. Sunshine
  • My Generation
  • No Ordinary Family
  • Off the Map
  • Outsourced
  • Perfect Couples
  • Running Wilde
  • Secret Diary of a Call Girl
  • Shit My Dad Says
  • Stargate Universe
  • The Cape
  • The Chicago Code
  • The Defenders
  • The Event
  • The Whole Truth
  • Traffic Light
  • V

Renovadas

  • 30 Rock (6a temporada)
  • 90210 (4a temporada)
  • Army Wives (6a temporada)
  • Being Erica (4a temporada)
  • Being Human US (2a temporada)
  • Blue Bloods (2a temporada)
  • Blue Mountain State (3a temporada)
  • Boardwalk Empire (2a temporada)
  • Body of Proof (2a temporada)
  • Bored to Death (3a Temporada)
  • Bones (7a temporada)
  • Breaking Bad (4a temporada)
  • Burn Notice (5a temporada)
  • Californication (5a temporada)
  • Castle (4a temporada)
  • Chuck (5a temporada)
  • Community (3a temporada)
  • Cougar Town (3a temporada)
  • Covert Affairs (2a temporada)
  • Criminal Minds (7a temporada)
  • CSI: NY (8a temporada)
  • Desperate Housewives (8a temporada)
  • Dexter (6a temporada)
  • Drop Dead Diva (3a temporada)
  • Episodes (2a temporada)
  • Fairly Legal (2a temporada)
  • Fringe (4a temporada)
  • Game of Thrones (2a temporada)
  • Glee (3a temporada)
  • Gossip Girl (5a temporada)
  • Grey’s Anatomy (8a temporada)
  • Happy Endings (2a temporada)
  • Harry’s Law (2a temporada)
  • Haven (2a temporada)
  • Hawaii Five-0 (2a temporada)
  • Hot in Cleveland (3a temporada)
  • How I Met Your Mother (7ª e 8ª temporada)
  • House (8a temporada)
  • Hung (3a temporada)
  • Justified (3a temporada)
  • Leverage (4a temporada)
  • Lip Service (2a temporada)
  • Lost Girl (2a temporada)
  • Luther (2a temporada)
  • Mad Men (5a à 7a temporadas)
  • Memphis Beat (2a temporada)
  • Merlin (4a temporada)
  • Mike & Molly (2a temporada)
  • Misfits (3a temporada)
  • Modern Family (3a temporada)
  • Nikita (2a temporada)
  • One Tree Hill (9a temporada)
  • Parenthood (3a Temporada)
  • Parks & Recreation (4a temporada)
  • Pretty Little Liars (2a temporada)
  • Private Practice (5a temporada)
  • Raising Hope (2a temporada)
  • Rizzoli & Isles (2a temporada)
  • Rookie Blue (2a temporada)
  • Royal Pains (3a temporada)
  • Shameless US (2a temporada)
  • Sherlock (2a temporada)
  • Silk (2a temporada)
  • Skins (6a temporada)
  • Spartacus (2a temporada)
  • Sons of Anarchy (4a temporada)
  • Southland (4a temporada)
  • Supernatural (7a temporada)
  • Survivor (23a temporada)
  • The Big C (2a temporada)
  • The Closer (7a temporada)
  • The Real L World (2a temporada)
  • The Vampire Diaries (3a temporada)
  • The Walking Dead (2a temporada)
  • Treme (3a temporada)
  • True Blood (4a temporada)
  • Two and a Half Men (9a temporada)
  • Warehouse 13 (3a temporada)
  • Weeds (7a temporada)
  • White Collar (3a temporada)
  • Young Justice (2a temporada)

The Chicago Code infelizmente foi cancelada. Não era algo que eu consideraria incrível, mas tinha muito potencial.

Mr. Sunshine era chato, e eu posso dizer isso mesmo tendo assistido somente ao primeiro episódio. É triste ver um ator como o Matthew Perry (o Chandler em Friends) falhando desse jeito.

Finalizando, consigo recuperar meu ânimo ao lembrar das novas temporadas de How I Met Your Mother, Breaking Bad e Dexter (as duas últimas já foram faladas por aqui).

[Resenha] House M.D.

House

House M.D., popularmente conhecida apenas como House, é uma série de televisão criada por David Shore e produzida por Bryan Singer. A série tem como foco a vida do nefrologista e infectologista Gregory House, que lidera uma equipe de diagnosticistas no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital. House é viciado em Vicodin, um analgésico controlado. O médico é também manco, consequência de um infarto em sua perna, e utiliza o Vicodin para aliviar sua dor.

House conseguiu se tornar uma das minhas séries favoritas. O humor sarcástico e cínico do personagem, além de seu aparente desinteresse no bem estar dos pacientes, são características que destoam da nossa visão cotidiana de um médico. Tudo isso, somado aos desafiantes casos enfrentados por House e sua equipe, dão um ar único à esta série.

Outro fato curioso à respeito do personagem, é sua origem: Gregory House foi baseado no detetive criado pelo escritor inglês Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes. As semelhanças mais óbvias são os nomes dos personagens e sua grande capacidade dedutiva.

House e Foreman

House e o neurologista Eric Foreman

Agora, as notas:

História: 9.0/10; Cada episódio trata de um caso estranho e desafiador, onde House e sua equipe tentam decifrar os sintomas dos pacientes e chegar a uma conclusão sobre o que está acontecendo com ele (a). Mesmo para que não tem conhecimento algum de medicina, o enredo é extremamente divertido de se acompanhar. Além disso, os conflitos pessoais dos personagens e o humor (na maioria das vezes ácido e sarcástico) contribuem muito para o desenrolar da narrativa.

Atuação: 9.7/10; Os atores são realmente muito bons. Os que mais chamam a atenção pelo modo como dão vida ao personagem são Hugh Laurie, que interpreta Gregory House, Robert Sean Leonard, no papel do único amigo de House, Dr. Wilson e Jennifer Morrison, que dá vida à Dra. Cameron. Um dos aspectos a se destacar é que Hugh Laurie interpretou tão bem o depressivo Dr. House que chegou ao ponto de sentir fortes dores na perna por ter de reproduzir os passos mancos do personagem, além de ter experimentado Vicodin para ter uma ideia de como é seu efeito.

Direção Artística: 9.5/10; A caracterização do hospital onde se desenrolam a maioria das cenas é muito bem feita. Os equipamentos, as cirurgias, o processo de tratamento e os incidentes apresentados são realmente muito realistas e servem para fazer o espectador se sentir tenso e atento.

Trilha Sonora: 9.0/10; Outro ponto interessante da série. As faixas musicais tocadas nos episódios merecem destaque, completadas pela excelente música de abertura.

NOTA FINAL: 9.3/10 — Excelente

House M.D. é, indiscutivelmente, um grande adendo à televisão internacional. Uma das melhores séries que eu já vi, pois, além de nos entreter e nos divertir, ainda nos traz conhecimento e nos faz refletir acerca de muitos aspectos de nossa vida.

[Resenha] The Walking Dead 1ª Temporada

The Walking Dead

Produzida por Frank Darabont (conhecido por dirigir The Shawshank Redemption, The Green Mile e The Mist, filmes baseados nas famosas obras do escritor Stephen King), The Walking Dead estreiou em Outubro de 2010, baseada na graphic novel de  mesmo nome escrita por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard.

A série já começou com um sucesso estrondoso: talvez sejam os atores, o clima de insegurança e terror, o sangue e as entranhas voando à esmo pela tela ou o simples fato de que todos adoram zumbis. De qualquer modo, esta série é bastante boa e seu sucesso faz todo o sentido.

The Walking Dead narra os eventos que se seguem a um apocalipse zumbi, sob a perspectiva do xerife Rick Grimmes. Ao atender uma chamada policial, Rick é baleado e entra em coma. Ao acordar, encontra o hospital em caos, repleto de mortos vivos. Sem entender a situação, o xerife procura desesperadamente sua família, ao mesmo tempo em que tenta se manter vivo e lúcido em meio a um mundo devastado.

Rick Grimmes

Rick Grimmes

E agora, as notas:

História: 8.2/10; A história não é o ponto alto da série, pecando em algumas partes, mas, no geral, faz sentido. O que tira pontos nesse quesito é o clichê de sempre: zumbis. Embora The Walking Dead dê uma repaginada no conceito, você ainda fica com aquela sensação de ”Eu já vi isso antes”. Outra coisa importante de se destacar são as contradições no enredo: em certo ponto da trama, Rick avisa à alguns sobreviventes sobre a importância de não deixar o sangue dos zumbis tocar seus olhos, pele ou boca. Entretanto, em vários momentos, em diferentes episódios, pode-se observar os personagens praticamente se banhando em sangue dos mortos-vivos, sem nem esboçar preocupação.

Atuação: 9.0/10; O elenco desta série é muito bom. Destacam-se Andrew Lincoln no papel do personagem principal Rick Grimmes, a excelente atriz Sarah Callies que dá vida à esposa de Rick, Lori, e os carismáticos Jeffrey DeMunn e Steven Yeun, que interpretam, respectivamente, Dale Horvath e Glenn.

Direção Artística: 9.5/10; Ótima. O efeito das vísceras, dos golpes e dos tiros é muito bem produzido. O próprio visual dos mortos-vivos é extremamente bem feito, podendo inclusive não ser apropriado para determinadas audiênciais.

Trilha Sonora: 8.5/10; Não é uma obra prima, mas completa e enfatiza o clima sombrio e assustador da série.

Outro ponto interessante da série são as relações humanas e sociais em uma situação de catástrofe como essa, em que os efeitos parecem ser quase definitivos. Isto será abordado em outro post, pois é um ponto amplo e interessante, sendo melhor não o resumir.

NOTA FINAL: 8.8/10 — Bom

Aí está uma série interessante, que parece ter ainda muito conteúdo a apresentar. A AMC já renovou The Walking Dead para uma segunda temporada, que será composta de 13 episódios, mais que o dobro da primeira temporada. Acho que isso, por si só, já é prova de seu sucesso em relação ao público.