Textos para Cláudia

Textos destinados à prof.ª Cláudia.

  1. [Resenha] Dexter [Publicado em 3/05/2011]
  2. [Resenha] Boardwalk Empire (1ª Temporada)  [Publicado em 3/05/2011]
  3. [Resenha] Breaking Bad [Publicado em 04/05/2011]
  4. [Resenha] The Walking Dead [Publicado em 07/05/2011]
  5. [Resenha] House M.D. [Publicado em 18/05/2011]
  1. [Resenha] The Mentalist [Publicado em 19/06/2011]
  2. [Resenha] The Killing [Publicado em 23/06/2011]
  3. [Resenha] Game of Thrones [Publicado em 01/07/2011]

***

[Resenha] Dexter [Publicado em 03/05/2011] 

Dois anos atrás, um amigo me conta sobre uma série sobre um homem que trabalha na polícia e, ao mesmo tempo, age como um assassino em série. Na hora eu achei a ideia interessantíssima.

E assim eu conheci a série que hoje é a minha favorita.

Com cinco temporadas, Dexter adquiriu uma legião de fãs no mundo todo. Sua transmissão teve início em 2006, pelo canal pago Showtime. É baseada numa coleção de livros escrita por Jeff Lindsay, sendo que da segunda temporada em diante a série toma um rumo diferente. O papel do protagonista é feito por Michael C. Hall, já conhecido por ter feito parte do elenco de Six Feet Under.

O protagonista é Dexter, que trabalha na polícia de Miami como analista forense. É conhecido pelos seus colegas como uma pessoa responsável e perfeccionista, e essas são características que ele conduz até (principalmente) quando age como assassino. Enquanto trabalha na polícia, de dia, à noite ele sai à procura dos criminosos para eliminá-los.

A série se foca tanto no Dexter como assassino quanto no “humano”. Vemos, ao longo dos episódios, uma mudança em seu interior. Seus monólogos são constantes, onde ele se pergunta sobre ele mesmo, emoções, amigos, etc. A relação com a namorada, Rita, também tem grandes mudanças.

Notas

  • História: 8.0/10; Consegue prender o espectador, nos envolvendo com as duas faces de Dexter. Desenvolve suas emoções (!) ao longo das temporadas e das novas experiências do protagonista. A 5ª temporada infelizmente foi marcada por uma série de falhas, refletindo na nota. Ah, vale mencionar os momentos cômicos, geralmente vinda de alguma piada de humor negro.
  • Atuação: 9.5/10; Todo o elenco é cativante. Me deixam realmente interessado na vida de cada um, fazendo eu odiar ou amar o personagem interpretado. Virei fã do Michael C. Hall.
  • Direção artística: 9.0/10; Cenas como as dos assassinatos, cadáveres e cenas de crime são muito realistas. Há uma grande mescla de etnias; é possível notar músicas, figurinos e demais objetivos de outras culturas (há um episódio na quinta temporada, por exemplo, que podemos ouvir um funk brasileiro no fundo).
  • Trilha sonora: 9.0/10; É composta por músicas lentas, calmas e que combinam com o clima da série. Elevam ainda mais o suspense. Esporadicamente são usadas músicas latinas, dando um toque único nessa categoria.

NOTA FINAL: 8.8/10 — Bom

Dexter tem seus altos e baixos. Definitivamente não é algo que eu consideraria excelente, mas me apeguei demais à série, se tornando a minha favorita. Devido a uma troca de roteiristas, a 5ª temporada decepcionou a muitos fãs, inclusive a mim. Mas estou esperando com esperanças de que a próxima temporada, que será exibida em setembro deste ano, retorne com a série que eu conhecia.

***

[Resenha] Boardwalk Empire (1ª Temporada)
[Publicado em 3/05/2011]

Boardwalk Empire é, se não a melhor, uma das melhores séries que já vi. Se passando na cidade de Atlantic City, na costa dos Estados Unidos, a série se desenrola durante o período da Lei Seca, durante os anos 1920-1930. A trama se foca na vida e ascenção de Enoch ”Nucky” Thompson, tesoureiro da cidade. Nucky, que é baseado no político Enoch L. Johnson, se aproveita da proibição das bebidas para contrabandear álcool para dentro dos Estados Unidos. Assim começa a empreitada de Nucky para se dar bem em meio à máfia e, ao mesmo tempo, manter a pose de político popular.

A série foi criado por Terence Winter, um dos escritores de The Sopranos (Família Soprano, no Brasil), outro seriado de muito sucesso. Como seria de se esperar, Boardwalk Empire é uma excelente série, do tipo que te faz pensar e ansiar pelo próximo episódio. A qualidade da série é ainda mais notável nos dias de hoje, em que a violência parece ser prioridade em muitas produções. A saga de Nucky Thompson impressiona por mesclar ação e violência dosada com um humor inteligente e temas reflexivos.

Agora, vamos ver porque Boardwalk Empire é minha série favorita, de modo imparcial:

  • História: 9.6/10; Combinando uma narrativa cativante com um ambiente favorável ao esperado da série, Boardwalk Empire provou que litros e litros de sangue não são necessários para se ganhar a atenção do público. A série faz também referências históricas, como o caso do mafioso Al Capone, que aparece frequentemente nos episódios.
  • Atuação: 9.7/10; O elenco é composto por atores incríveis, destacando-se Jack Huston pela interpretação de Richard Harrow, ex-combatente ferido na guerra, Michael Stuhlbarg no papel do antagonista mafioso Arnold Rothstein e, é claro, Steve Buscemi, interpretando Enoch Thompson.
  • Direção Artística: 10/10; OK, chegamos ao ponto máximo da série. O figurino, as armas e a caracterização da época são excelentes. As cenas de ação também são muito bem feitas, com destaque para o sangue. Mas o auge de Boardwalk Empire está nos efeitos especiais. Todo o calçadão, ambiente onde se desenrolam muitas cenas da série, é totalmente feito em CG. Não entendeu? O céu, os carros, o mar, as lojas, vitrines, TUDO, é feito através de computação gráfica. É simplesmente incrível o trabalho empregado pelos designers e produtores, resultando em algo indiferenciável do real. Demorei a acreditar que eu não estava de fato observando o céu ou as ondas características do lugar.
  • Trilha Sonora: 9.5/10; Excelente trilha sonora, com faixas musicais que resgatam o clima dos anos 20/30, fazendo com que o espectador fique imerso na época.

NOTA FINAL: 9.7/10 — Excelente

Não resta muito a se dizer. A primeira temporada de Boardwalk Empire foi simplesmente fantástica, e aguardo com ansiedade a próxima temporada, esperada para setembro deste ano.

***

 [Resenha] Breaking Bad [Publicado em 04/05/2011]

Química nunca foi meu forte. Decorar nomes, elementos e uma infinidade de coisas fazem com que meu aproveitamento da matéria não seja muito alto. Mas serei honesto: Após assistir Breaking Bad, meu interesse aumentou muito.

A história começa na cidade de Albuquerque, no Novo México. Seguimos, inicialmente, a vida de Walter White, um professor de química do Ensino Médio aparentemente comum. Logo em seguida o homem é diagnosticado com câncer pulmonar, o que leva a ele questionar o futuro de sua família. O que acontecerá com sua esposa e filho após sua morte? Como vão ficar financeiramente?

Com seu vasto conhecimento em química, ele faz o que qualquer outro homem em sua situação faria: Começa a produzir e vender metanfetamina. Óbvio que, sozinho, ele fracassaria, então forma uma parceria com seu ex-aluno, Jesse Pinkman.

A série foi criada por Vince Gilligan, conhecido por ter feito parte da produção de X Files (Arquivo X). Sua exibição começou em 2008, no canal pago AMC, famoso por ter apresentado séries como The Walking Dead e Mad Men. Até o momento tem 3 temporadas, sendo que a 4ª será exibida em julho nos EUA.

Os episódios não limitam seu foco apenas na vida criminosa de Walter. Acompanhamos ao mesmo tempo sua vida familiar, sua relação com esposa e filho (que, só para constar, tem paralisia cerebral) e o desenvolvimento de Pinkman, resultando em um ótimo drama.

Notas

  • História: 9,5/10; Breaking Bad consegue misturar drama e ação em um roteiro que prende o espectador em cada minuto de um episódio. Isso porque as personagens, suas vidas e o modo que vão explorando o crime é muito bem planejado.
  • Atuação: 10/10; Os atores, sem exceção, são fantásticos. Não há outra palavra para descrever esse quesito da série. Conseguem expressar todas as emoções das personagens, nos deixando mais próximos dos mesmos.
  • Direção artística: 9,5/10; Temos sequências muito bem feitas de ação em vários momentos. Vale lembrar dos instrumentos utilizados na química, o laboratório e as roupas adequadas.
  • Trilha sonora: 9,0/10; Há músicas com estilos variados e que combinam perfeitamente com a cena em questão.

NOTA FINAL: 9,5/10 — Excelente

Uma série maravilhosa. Surpreendeu e me deixou totalmente absorto — E isso graças a uma junção de um roteiro bem escrito com atores brilhantes. Breaking Bad ainda tem muito que mostrar, e não há dúvidas de que a tão aguardada 4ª temporada surpreenderá ainda mais.

***

[Resenha] The Walking Dead [Publicado em 07/05/2011]

Produzida por Frank Darabont (conhecido por dirigir The Shawshank Redemption, The Green Mile e The Mist, filmes baseados nas famosas obras do escritor Stephen King), The Walking Dead estreiou em Outubro de 2010, baseada na graphic novel de mesmo nome escrita por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard.

A série já começou com um sucesso estrondoso: talvez sejam os atores, o clima de insegurança e terror, o sangue e as entranhas voando à esmo pela tela ou o simples fato de que todos adoram zumbis. De qualquer modo, esta série é bastante boa e seu sucesso faz todo o sentido.

The Walking Dead narra os eventos que se seguem a um apocalipse zumbi, sob a perspectiva do xerife Rick Grimmes. Ao atender uma chamada policial, Rick é baleado e entra em coma. Ao acordar, encontra o hospital em caos, repleto de mortos vivos. Sem entender a situação, o xerife procura desesperadamente sua família, ao mesmo tempo em que tenta se manter vivo e lúcido em meio a um mundo devastado.

E agora, as notas:

  • História: 8.2/10; A história não é o ponto alto da série, pecando em algumas partes, mas, no geral, faz sentido. O que tira pontos nesse quesito é o clichê de sempre: zumbis. Embora The Walking Dead dê uma repaginada no conceito, você ainda fica com aquela sensação de ”Eu já vi isso antes”. Outra coisa importante de se destacar são as contradições no enredo: em certo ponto da trama, Rick avisa à alguns sobreviventes sobre a importância de não deixar o sangue dos zumbis tocar seus olhos, pele ou boca. Entretanto, em vários momentos, em diferentes episódios, pode-se observar os personagens praticamente se banhando em sangue dos mortos-vivos, sem nem esboçar preocupação.
  • Atuação: 9.0/10; O elenco desta série é muito bom. Destacam-se Andrew Lincoln no papel do personagem principal Rick Grimmes, a excelente atriz Sarah Callies que dá vida à esposa de Rick, Lori, e os carismáticos Jeffrey DeMunn e Steven Yeun, que interpretam, respectivamente, Dale Horvath e Glenn.
  • Direção Artística: 9.5/10; Ótima. O efeito das vísceras, dos golpes e dos tiros é muito bem produzido. O próprio visual dos mortos-vivos é extremamente bem feito, podendo inclusive não ser apropriado para determinadas audiênciais.
  • Trilha Sonora: 8.5/10; Não é uma obra prima, mas completa e enfatiza o clima sombrio e assustador da série.

Outro ponto interessante da série são as relações humanas e sociais em uma situação de catástrofe como essa, em que os efeitos parecem ser quase definitivos. Isto será abordado em outro post, pois é um ponto amplo e interessante, sendo melhor não o resumir.

NOTA FINAL: 8.8/10 — Bom

Aí está uma série interessante, que parece ter ainda muito conteúdo a apresentar. A AMC já renovou The Walking Dead para uma segunda temporada, que será composta de 13 episódios, mais que o dobro da primeira temporada. Acho que isso, por si só, já é prova de seu sucesso em relação ao público.

***

 [Resenha] House M.D. [Publicado em 18/05/2011]

House M.D., popularmente conhecida apenas como House, é uma série de televisão criada por David Shore e produzida por Bryan Singer. A série tem como foco a vida do nefrologista e infectologista Gregory House, que lidera uma equipe de diagnosticistas no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital. House é viciado em Vicodin, um analgésico controlado. O médico é também manco, consequência de um infarto em sua perna, e utiliza o Vicodin para aliviar sua dor.

House conseguiu se tornar uma das minhas séries favoritas. O humor sarcástico e cínico do personagem, além de seu aparente desinteresse no bem estar dos pacientes, são características que destoam da nossa visão cotidiana de um médico. Tudo isso, somado aos desafiantes casos enfrentados por House e sua equipe, dão um ar único à esta série.

Outro fato curioso à respeito do personagem, é sua origem: Gregory House foi baseado no detetive criado pelo escritor inglês Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes. As semelhanças mais óbvias são os nomes dos personagens e sua grande capacidade dedutiva.

Agora, as notas:

  • História: 9.0/10; Cada episódio trata de um caso estranho e desafiador, onde House e sua equipe tentam decifrar os sintomas dos pacientes e chegar a uma conclusão sobre o que está acontecendo com ele (a). Mesmo para que não tem conhecimento algum de medicina, o enredo é extremamente divertido de se acompanhar. Além disso, os conflitos pessoais dos personagens e o humor (na maioria das vezes ácido e sarcástico) contribuem muito para o desenrolar da narrativa.
  • Atuação: 9.7/10; Os atores são realmente muito bons. Os que mais chamam a atenção pelo modo como dão vida ao personagem são Hugh Laurie, que interpreta Gregory House, Robert Sean Leonard, no papel do único amigo de House, Dr. Wilson e Jennifer Morrison, que dá vida à Dra. Cameron. Um dos aspectos a se destacar é que Hugh Laurie interpretou tão bem o depressivo Dr. House que chegou ao ponto de sentir fortes dores na perna por ter de reproduzir os passos mancos do personagem, além de ter experimentado Vicodin para ter uma ideia de como é seu efeito.
  • Direção Artística: 9.5/10; A caracterização do hospital onde se desenrolam a maioria das cenas é muito bem feita. Os equipamentos, as cirurgias, o processo de tratamento e os incidentes apresentados são realmente muito realistas e servem para fazer o espectador se sentir tenso e atento.
  • Trilha Sonora: 9.0/10; Outro ponto interessante da série. As faixas musicais tocadas nos episódios merecem destaque, completadas pela excelente música de abertura.

NOTA FINAL: 9.3/10 — Excelente

House M.D. é, indiscutivelmente, um grande adendo à televisão internacional. Uma das melhores séries que eu já vi, pois, além de nos entreter e nos divertir, ainda nos traz conhecimento e nos faz refletir acerca de muitos aspectos de nossa vida.

***

 [Resenha] The Mentalist [Publicado em 19/06/2011]

Não sei o que vocês andam pensando, mas, para mim, o mercado das séries de televisão anda saturado nos últimos anos. Temas médicos e policiais andam tão em alta nos grandes canais que uma mudança de cenário iria fazer muito bem ao público. É claro que às vezes alguém tem uma ideia genial e nos surpreende com uma série incrível, como aconteceu com Breaking Bad e Boardwalk Empire, mas, no geral a regra para se produzir uma nova série hoje em dia parece ser clara: reciclar ideias.

E foi o que me pareceu The Mentalist, quando procurei saber um pouco mais sobre a série antes de assisti-la: uma grande reciclagem de ideias, uma mistura de House e Law&Order ( que, aliás, merece uma resenha aqui no Pastel de Séries). Por isso, confesso que não estava muito empolgado quando finalmente fui assistir o primeiro episódio. E depois descobri que, caso tivesse me empolgado com a série, estaria, agora, bem decepcionado.

The Mentalist é uma série com temática policial, criada e produzida por Bruno Heller. Estreiou em setembro de 2008 no canal CBS e narra a história de Patrick Jane, consultor da Agência de Investigação da Califórnia. Patrick possui grandes habilidades dedutivas, as quais utilizava para ganhar a vida em seu emprego anterior, como um falso vidente. Porém, após uma reviravolta chocante em sua vida, Patrick revela ser uma farsa e oferece seus serviços de investigação à AIC, onde acha os culpados por crimes praticamente insolúveis. Soa familiar? Pois é.

Agora, hora das notas:

  • História: 7.7/10; A ideia de um ex-vidente como protagonista da série é interessante, mas é a única coisa de nova que The Mentalist tem a oferecer. Fora isso, tudo é igual ao que já estamos cansados de ver. A antiga profissão de Patrick poderia ter sido mais explorada no que diz respeito às peculiaridades e à própria visão do consultor à respeito de suas ações.
  • Atuação: 5.8/10; Péssima. O ator cuja atuação é ”menos pior” é Simon Baker, que interpreta o protagonista Patrick Jane, e mesmo assim não é um trabalho muito acima da média. Me pareceu que os roteiristas quiseram que o consultor fosse uma espécie de Gregory House da polícia, atribuindo-lhe uma grande capacidade de observação e um humor sarcástico e aparente indiferença com tudo e todos ao seu redor. Infelizmente, essa tentativa não deu muito certo: além de deixar o ex-vidente com um ar de cópia barata do famoso médico, os roteiristas o colocam em situações em que se é impossível manter a impassividade, tornando a cena completamente irreal. Os colegas de trabalho de Patrick parecem que só estão lá para servirem como um apoio arrumado às pressas, e a maioria não tem um pingo de carisma. Existem personagens importantes na trama e no desenvolvimento da história de Patrick cujos nomes eu nem me lembro! E isso não é resultado de uma noite mal dormida ou de uma perda súbita de memória e sim da falta de esforço dos atores em tentarem marcar o personagem no espectador. É triste ver Robin Tunney, que se saiu inacreditavelmente bem em Prison Break, mostrando uma performance tão pobre.
  • Direção Artística: 8.8/10; O único ponto bom da série. Os cadáveres e lesões são muito bem feitos, bem como as instigantes cenas onde ocorrem os crimes.
  • Trilha Sonora: 5.2/10; Faixas musicais pobres e sem apelo algum. As músicas de The Mentalist não parecem ser algo único da série, e sim faixas genéricas e sem uma personalidade própria.

NOTA FINAL: 6.8/10 — Ruim

Não me decepcionei com The Mentalist apenas porque já esperava algo genérico desse jeito. Não quero dizer que não vale a pena assistir pelo menos um ou dois episódios, visto que cada um tem seu próprio gosto. Contudo, The Mentalist não me convenceu e só parece confirmar o que já venho pensando há algum tempo e que disse no início deste post: é preciso criar mais e reciclar menos.

***

[Resenha] The Killing [Publicado em 23/06/2011]

Quando soube que o canal AMC estaria exibindo uma nova série, não pensei duas vezes antes de começar a assisti-la. Afinal, o canal é conhecido por seus programas de alta qualidade.

Infelizmente The Killing é uma exceção.

The Killing é a versão americana da série dinamarquesa Forbrydelsenem, e tem como foco principal a investigação do assassinato da jovem Rosie Larsen. Seguimos os passos dos detetives Sarah Linden e Stephen Holder em busca da solução do crime. Em segundo plano também acompanhamos a vida da família de Rosie após sua morte, os suspeitos e até a vida de um político da cidade.

A primeira temporada contém 13 episódios, sendo que cada episódio conta como um dia na história. E isso é um jeito interessante de narração, mas imagino que para quem acompanhou semanalmente (que é o meu caso) não sentiu o efeito esperado pelos roteiristas.

A série começou bem, mas teve um desenvolvimento ruim. Somos apresentados a vários suspeitos que logo depois são descartados e não têm mais aparições. Diversas vezes o recurso conhecido como Cliffhanger é usado nos fins dos episódios, mas não tem importante no episódio seguinte. Isso mostra tamanha falha na criação do roteiro — parecendo até que os criadores não tinham mais ideias.

Notas:

  • História: 5,5/10; Está cada vez mais comum séries policiais hoje em dia. Então é necessário inovar, e The Killing veio com essa intenção. Tinha tudo para dar certo, mas pelos fatores que citei se tornou algo pior do que as histórias que estamos acostumados. Eu realmente fiquei entusiasmado com o primeiro episódio e ainda tentei gostar do programa, mas não consegui.
  • Atuação: 8,6/10; O elenco é muito bom, ponto positivo para a série. A família de Rosie consegue transmitir toda a tristeza, melancolia e raiva, tanto que uma das melhores cenas que vi foi com a mãe. A única exceção é da detetive Linden, que demonstra muito pouco sentimento, parecendo até um robô.
  • Direção artística: 8,8/10; Há poucos momentos que mostram as cenas do crime, mas é feito um bom trabalho quando aparecem. Nas cenas comuns, de investigação, o clima é bastante sombrio e combina completamente com a premissa da série.
  • Trilha sonora: 9,0/10; Foi feita pelo compositor Frans Bak e é a mesma da original dinamarquesa. É bem trabalhada e exalta o clima de suspense (que deveria existir, mas os culpados aqui são os roteiristas).

NOTA FINAL: 7,9/10 — Mediano

The Killing tentou inovar. Muitos defendem a série, mas para mim não passa de algo medíocre. Vale ressaltar que no final da temporada ainda não é descoberto o verdadeiro assassino da jovem, contradizendo a palavra dos diretores. E isso foi uma opção muito arriscada para o canal porque muitos espectadores não voltarão daqui a um ano para a segunda temporada (eu incluso).

Mais sorte da próxima vez, AMC.

***

[Resenha] Game of Thrones [Publicado em 01/07/2011]

Quem sabe vocês tenham notado que, na parte do site intitulada ”Sobre”, minha série favorita não é mais Boardwalk Empire e sim Game of Thrones. Não que eu tenha mudado minha opinião sobre BoE, visto que ainda a considero uma das melhores séries que já vi, mas a qualidade de Game of Thrones é inquestionável. Diria até que é o Avatar das séries de televisão. E não, não é exagero.

Game of Thrones é uma série do canal pago HBO, baseada na série de livros criada pelo escritor americano G.R.R.Martin, A Song of Ice and Fire, seguindo fielmente a narrativa apresentada nos livros.

A série se passa nos Sete Reinos de Westeros e narra a história de Lord Eddard ”Ned” Stark e sua Casa, os Starks, e os acontecimentos que se sucedem ao chamado do velho amigo de Ned, Rei Robert Baratheon, para que o mesmo sirva ao seu lado como a ”Mão do Rei”, um cargo de muita honra e responsabilidade. Também acompanhamos a tentativa do ambicioso Viserys Targaryen de reconquistar o Trono de Ferro, atualmente ocupado por Robert Baratheon, ao casar sua irmã Daenerys com o Khal dos Dothraki (uma violenta tribo de guerreiros), Drogo.

Agora, vamos ver as notas:

  • História: 10/10: Digam o que quiserem, a narrativa de Game of Thrones supera em muito a maioria das outras séries de televisão. É algo simplesmente incrível. O mundo onde se passa GoT é rico em personagens cheios de personalidade e possui uma cultura rica, bem como uma história muito bem detalhada e importante.
  • Atuação: 10/10: Destaque para a atuação de Sean Bean, o Boromir de Senhor dos Anéis, no papel de Ned Stark, Peter Dinklage como Tyrion Lannister (que aliás, é um dos meus personagens favoritos), Kit Harington dando vida a Jon Snow, Jack Gleeson como Joffrey Baratheon e Emilia Clarke no papel de Daenerys Targaryen. Na verdade, não consigo pensar em nenhum ator cuja performance não é no mínimo excelente. Até aqueles que aparecem em apenas um episódio são fantásticos.
  • Direção Artística: 10/10: De cair o queixo. Os cenários são incríveis, as vestimentas dos personagens são bastante realistas e violência que aparece com frequência nos episódios é muito bem retratada, com destaque para a cena onde Khal Drogo arranca a língua de um oponente pela garganta aberta.
  • Trilha Sonora: 10/10: Perfeita. Faixas que trazem o espectador ao ambiente hostil e bélico que é Westeros. Os gritos de batalha e canções dos bardos são muito bons, também.

NOTA FINAL: 10/10 — Perfeito

E é isso. Não consegui achar um único defeito em Game of Thrones. Pra falar a verdade, como a primeira temporada cobre os acontecimentos do primeiro livro, acho que agora irei comprar o segundo livro, ”A Clash of Kings” pela internet. Até a próxima resenha.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: